11.2.12

Encontros de Design de Lisboa 2012

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Encontros de Design de Lisboa/ Lisbon Design Meetings 2012
Quando | 13 de Fevereiro de 2012 a 8 de Março de 2012
Onde | Faculdade Belas-Artes | Grande Auditório/ Galeria


A Secção de Investigação em Design do Centro de Investigação e Estudos em Belas Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa promove os Encontros de Design de Lisboa/ Lisbon Design Meetings 2012. Este evento dedicado ao Design inclui um ciclo de conferências sob o tema Design, Crise e Depois que se realiza no dia 13 de Fevereiro, no Grande Auditório da FBAUL, uma exposição Comunicação, Urbano, Produto, Estudos e várias iniciativas paralelas.
Mais informação em encontrosdesign.info.


 fonte: http://www.fba.ul.pt/portal/page?_pageid=401,1491669&_dad=portal&_schema=PORTAL

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30.1.12

A Letra: Comunicação e Expressão

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A Letra: Comunicação e Expressão
por Jorge Bacelar

Sinopse
No início era o pictograma. Poderia iniciar-se desta forma uma História da Comunicação Não Verbal. Desde que o Homem descobre a possibilidade de estabelecer registos que o transcendam no tempo, (...) sobre os mais diversos suportes, com as mais diversas formas e instrumentos, evoluindo no conteúdo, abstractizando-se. Distanciando-se cada vez mais da forma primordial. Mas há um e outro refluxo. E se o pictograma é reapropriado uma e outra vez pelas artes plásticas, o fonograma, descendente distante, adquire uma dimensão estética impensada pelos seus inventores. A letra deixa de ser unidimensional, de poder expressar apenas um som, de estar submetida a um conjunto rígido de regras. Pode tornar-se veículo de significados múltiplos, universalmente reconhecidos, ou código secreto, cuja chave é exclusiva do seu autor. É neste intervalo, limitado a um tempo de algumas décadas, que se fará este levantamento sobre a evolução formal dos signos tipográficos.

[Download PDF - 1584 KB]


fonte: http://www.livroslabcom.ubi.pt/index.php

21.1.12

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Évora Design in Context  é uma iniciativa promovida pelo CHAIA, que tem como objectivo constituir uma plataforma de partilha de conhecimento, assente na práxis metodológica de investigadores e profissionais do design cuja experiência científica, académica e de terreno reflectem variadas perspectivas, disciplinas e campos de actuação em design: Design e Ecologia, Design de Produto, Design Gráfico, Design Digital, e Gestão do Design constituem algumas das áreas que nesse âmbito serão exploradas. [Ler mais...]

A inscrição deverá ser efectuada online na página do CHAIA até ao dia 25 de Janeiro.

Download Flyer






17.1.12

Ciclo de Conferências Mário Moura

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Conferências na Culturgest _[continuação]

No próximo Sábado, dia 21 de Janeiro, irá decorrer a terceira conferência deste série. O ponto de partida será a revista Contemporânea, editada por José Pacheco entre 1922 e 1926, com as colaborações, nomeadamente, de Almada Negreiros e de Fernando Pessoa. Na época, foi tida como uma possível continuação da Orpheu, embora mais ambiciosa do ponto de vista gráfico, com ilustrações e fotografias organizadas em composições de página mais arriscadas, impressas sobre uma variedade de papéis diferentes. [Ler mais...]

fonte:  http://ressabiator.wordpress.com

5.1.12

Font Secrets Revealed

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Design UA - News

Font Secrets Revealed - Conferência e Workshop com Dave Crossland Um evento aberto a todos os interessados (quer façam parte ou não da Universidade de Aveiro), organizado pelo Professor Pedro Amado, que o descreve da seguinte forma: "Embora o workshop tenha um público específico, recomendo a conferência a todos os alunos (NTC e Design).
Com uma formação original e… [Ler mais...]




cartaz pdf:
http://understandingfonts.com/wp-content/uploads/2012/01/understanding-fonts-aveiro-2011.pdf

 fonte: http://design-ua.org/index.php?site=news...

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10.12.11

Ciclo de Conferências Mário Moura


CONFERÊNCIAS
SÁB 12 DE NOVEMBRO
SÁB 17 DE DEZEMBRO
Pequeno Auditório
18h30 · Entrada gratuita
Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt

A ideia de partida para cada uma das seis conferências de Mário Moura, que decorrerão entre Novembro de 2011 e Abril de 2012, a um ritmo mensal, é escolher um objecto, um livro, que permita, por sua vez, apontar para outros objectos, outros livros, mas também para exposições, filosofias, políticas, etc. As escolhas, longe de obedecerem a determinada ordem, cronológica ou temática, assentam num critério difuso: cada livro, na sua forma física, na maneira como decide ocupar as suas páginas, no modo como hierarquiza os seus conteúdos, ou como as suas imagens se relacionam com o seu texto, implica não apenas uma autoria, mas também uma forma de edição e uma forma de se relacionar com a realidade, com a sociedade, com a política ou com a história.

Mário Moura é crítico de design. Escreve regularmente para jornais, revistas e antologias. Mantém o blogue ressabiator.wordpress.com desde 2004. Publicou o livro Design em Tempos de Crise, editado pela Braço de Ferro em 2009. Lecciona cadeiras de tipografia, história do design e autoria no design nas Faculdades de Belas-Artes das Universidades do Porto e de Lisboa.


Sáb 12 de Novembro
1. On the Self-Reflexive Page, de Louis Lüthi (Roma Publications, 2010)

Este livro é uma antologia de páginas recolhidas em outros livros e seleccionadas por, de alguma maneira, chamarem a atenção para o seu lado concreto, material – o que desde logo nos levanta algumas questões: trata-se realmente de uma antologia ou de um catálogo? Foi feito para ser lido ou para ser visto? É, a seu modo, uma colecção ambígua de textos ou de imagens – ou talvez de textos que, através de uma selecção, se tornaram imagens, ao ilustrarem o ensaio que dá o nome ao livro e que toma como assunto páginas auto-reflexivas, páginas que sublinham o seu estatuto de página. São textos que assim são convocados como ilustrações de um outro texto, que se situa como um apêndice ao livro. Porém, ao separar-se essas páginas do texto de Louis Lüthi, elas tornam-se um ensaio visual único, uma montagem de páginas de origens muito diversas, formando uma espécie de livro-colagem. Este carácter incerto é um ponto de partida para falar das estratégias editoriais de certas publicações contemporâneas, que oscilam regularmente entre áreas disciplinares, usando formatos experimentais de edição, recorrendo a métodos de apropriação e reutilização de objectos (sejam eles textos, imagens ou referências), que mudam radicalmente através destes processos, e pondo em causa as hierarquias tradicionais entre texto e imagem, entre publicação e exposição, entre arte, design e literatura. A análise deste livro serve, assim, também de pretexto para introduzir e comentar as estratégias editoriais usadas em publicações como a Dot Dot Dot (onde o texto de Lüthi foi publicado), a F.R. David, que funciona editorialmente de um modo análogo a este livro, ou a exposição e o catálogo Extended Caption (Culturgest, 2009). Por outro lado, e tendo como ponto de partida os textos convocados, que incluem autores como Georges Perec, Lewis Carroll, Jonathan Safran Foer, Lawrence Sterne ou Mallarmé, é possível investigar os locais onde a edição actual encontra a sua filiação histórica.


Sáb 17 de Dezembro
2. Pioneers of Modern Typography, de Herbert Spencer (Lund Humphries, 1969)

A importância deste livro talvez se possa avaliar por uma anedota do pós-punk, provavelmente apócrifa: em 1978, quando Peter Saville, então um jovem estudante de design, foi pedir emprego a Tony Wilson, o fundador da Factory, não levou um portfólio do seu próprio trabalho, mas uma cópia deste livro, roubada na biblioteca da escola, dizendo que, se fosse contratado, queria fazer trabalhos como aqueles. Muita da obra posterior de Saville não desmentiria esta primeira provocação, citando e roubando sempre que possível o design mostrado em Pioneers. Num certo sentido, a anedota resumia bem o espírito de uma época marcada pela apropriação, pela citação e pelo historicismo, época a que o crítico cultural Jon Savage viria a chamar “the age of plunder”, num ensaio com esse título, publicado na revista The Face (onde usava como exemplo as capas de discos de Saville).
Pioneers mostrava a história de uma maneira nova, dessacralizando-a e tornando-a acessível à apropriação. Os trabalhos apresentados, todos de designers modernistas, não são mostrados como documentos, isolados por uma margem branca, identificados claramente com uma legenda, mas como objectos vivos, quentes, sem fronteiras definidas à partida, confundindo--se com as suas legendas e com o próprio texto de Spencer. Não se tratava de reproduzir originais, mas de os reencenar através do uso de técnicas de impressão exóticas e tácteis, de diferentes papéis e de reenquadramentos ousados. A estratégia foi criticada na época por não mostrar o devido respeito pelos mestres, no fundo por não corresponder às convenções de reprodução de imagens num catálogo. A transgressão acabaria por se revelar produtiva, pelo menos no caso de Saville.
A partir deste exemplo, Mário Moura irá abordar o ideal modernista do “livro integrado”, onde a interacção estreita entre imagem e texto serve de suporte a uma nova forma de sociedade, um ideal que foi posto em prática em livros de László Moholy-Nagy, como The New Vision e Vision in Motion, nos guias de viagem concebidos por Chris Marker, ou nos atlas de Herbert Bayer.

Carbonozero
© 2011 Culturgest

16.11.11

Workshop CASCAJAL

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Exploração de Sistemas de Escrita para Novos Contextos

Estão abertas as inscrições até ao dia 25 de Novembro de 2011 para o Workshop CASCAJAL, Exploração de Sistemas de Escrita para Novos Contextos, a realizar na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

O workshop decorrerá nos dias 28, 29 e 30 de Novembro de 2011 entre as 19h00 e as 22h00. Pagamento Propina - 50 € A liquidação do valor da inscrição terá que ser feita através presencialmente, na tesouraria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, de segunda a sexta-feira das 9h30 às 15h30; Para mais informações consultar a página www.fba.ul.pt.

14.4.11

Typeforge

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About
Pedro Amado
I will soon write something here to describe what has been the last 5 years of Typeforge… meanwhile, if you want to know more, just email me, search for Typeforge (and LiveType) on the Way Back Machine, or browse Luc Devroye’s webpage…


Explorando o Bazar Tipográfico
A importância dos modelos emergentes de comunicação na criação de uma plataforma de colaboração livre para o design tipográfico
Pedro Manuel Reis Amado (LICENCIADO)
Dissertação para a obtenção do grau de Mestre em: ARTE MULTIMÉDIA

Resumo
“Explorando o Bazar Tipográfico: A importância dos modelos emergentes de comunicação na criação de uma plataforma de colaboração livre para o design tipográfico” trata de temas como a evolução da Web, a Cibercultura e Modelos de Comunicação, o desenvolvimento de Software Livre e a criação de Projectos Colaborativos sob a realidade electrónica. No âmbito da Comunicação na Cultura Digital, o desenvolvimento de Design Tipográfico foi a aplicação prática escolhida como objecto de análise, tendo por base a ideologia e o modelo de desenvolvimento de Software Livre.
Reflecte-se principalmente a mudança de paradigma provocado pelo aparecimento da sociedade de informação desde o desenvolvimento do conceito de Internet. É, acima de tudo, uma análise dos processos de comunicação e colaboração na sociedade digital. Assim, apesar de abordar temas gerais como a Comunicação, ou Cibercultura, foca principalmente propostas colaborativas on-line, a dicotomia da Tecnologia versus Cultura, a Rede e os Modelos de Comunicação e as Plataformas de Colaboração actualmente mais populares. No entanto, sendo uma investigação desenvolvida no âmbito do Mestrado em Arte Multimédia, investiu-se essencialmente no Design Tipográfico.
O subtítulo “A importância dos modelos emergentes de comunicação na criação de uma plataforma de colaboração livre para o design tipográfico” representa um desafio de síntese dos assuntos mais importantes da dissertação:
␣ A evolução e o desenvolvimento da Internet, da Web e da Cibercultura como iniciativas livres, de reacção e de contracultura;
␣ O surgimento da sociedade em rede actual, que reflexos existem na história do Ciberespaço como meio de comunicação e como este meio se revela ser o espaço ideal para o desenvolvimento da cultura digital actual;
␣ A influência dos modelos de comunicação dos finais dos anos 1960 no fenómeno de rede actual;
␣ O modelo de gestão adoptado pelo desenvolvimento de Software Open Source e como este influência o quotidiano e a produção criativa;
␣ Os presentes métodos colaborativos de produção e partilha de conhecimento e de produtos intelectuais – motor de impulsão da inteligência colectiva e de uma sociedade mais produtiva, crítica e responsável.

PALAVRAS-CHAVE
Internet, Web (Rede), Virtual, Comunidades Virtuais, Ciberespaço, Cibercultura, Cultura Digital, Cultura Multimédia, Modelos de Colaboração, Comunicação, Paradigmas de Comunicação, Teoria das Redes, Plataformas Web, Open Source Software, Linux, Fontforge, Fóruns (Forums), Blogs (Blog), Wikis (Wiki), CMS – Content Management Systems (Sistemas de gestão de conteúdos), E-Learning, Typeforge, Typophile, Typo-L, Open Font Library, Design, Tipografia, Design Tipográfico (Tipos).

fonte: Typeforge
http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/10764

13.4.11

Rui Abreu _R-Typography

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Rui Abreu _portfolio

R-Typography.com is a type showcase by Rui Abreu.

fonte: http://www.r-typography.com/

15.3.11

Susana Carvalho

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Susana Carvalho (Portugal, 1979) and Kai Bernau (Germany, 1978) met in The Hague, where they moved to complete the design educations they started in their respective home countries; both graduated from the prestigious Type]Media postgraduate course in Type Design and Typography at the Royal Academy of Fine Arts (KABK).


fonte: http://www.carvalho-bernau.com/

20.9.10

O movimento tipográfico em Portugal no século XVI: apontamentos para a sua história, Coimbra, 1924

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[3] [44 KB]
VITERBO, Sousa, 1846-1910
O movimento tipográfico em Portugal no século XVI : apontamentos para a sua história / Sousa Viterbo. - Coimbra : Imp. da Universidade, 1924. - 352 p. ; 23 cm
Ver registo completo


fonte: BNP - Biblioteca Nacional de Portugal

12.6.10

TYPE DESIGN WORKSHOP

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Lisboa - Workshop at Universidade Técnica de Lisboa. Design ao Cubo 2010

 TYPE DESIGN WORKSHOP
08 June 2010. Faculdade de Arquitectura. Universidade Técnica de Lisboa. Lisboa 2010

Design ao Cubo is a design event, including graphic, fashion and product design, organized at the Universidade Tecnica de Lisboa by a group of enthusiastic MA students with the support of Architecture Department and professors. They are Ana Rita, Joanna, Mafalda, Filipa and Pedro. They have made their best at organizing an international event that includes design students exhibitions and a one-day conference and workshop. I was asked to give a lecture and a workshop on type design.

As they explained, it all had begun as a student project and they came up with the idea of organizing a one-day design event. As a result it has ended as a real professional event where lots of people – students, professors and professionals – enjoyed from an intensive design day: that's Design ao Cubo. I was amazed by the energy and talent from those unexperienced students at organizing such an event like that. (See pictures below).

fonte: http://andreu-viatges.blogspot.com/2010/06/lisboa-workshop-at-universidade-tecnica.html

30.1.10

António Sena

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António Sena

Características
Sem título, 1987, acrílico s/tela, 90x60cm
Proveniência
Fundo de pintura do Ministério das Finanças
Localização
Ministério das Finanças

fonte: Ministério das Finanças


1.11.09

VANARCHIV _by Ricardo Santos

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ABOUT VANARCHIV

Vanarchiv is an independent digital type foundry based in Loures, Portugal, directed by Ricardo Santos.

Vanarchiv develops and markets original text and display type fonts for both Mac and PC platforms. Vanarchiv typefaces are distributed by: Myfonts, Fountain and FontShop.

ABOUT THE DESIGNER

Ricardo Santos studied at António Arroio school and is graduated from IADE (Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing), both in Lisbon. He began his career as both graphic designer and illustrator, and since 1997 has designed his own typefaces. He now free-lance as a type designer and teaching at ESAD.CR.


27.9.09

Feliciano Type Foundry

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Founded in 2001, Feliciano Type Foundry looks back onto its proprietor’s fundamental ideas and creative doings. Mario Feliciano (born 1969 in Caldas da Rainha, Portugal), since the early 1990s is a graphic designer by profession and a typographer by heart.


After a year as graphic designer for Surf Portugal magazine, he opened his first own graphic design studio in Lisbon, called Secretonix, in 1994, besides giving lectures at various universities in Portugal and abroad.
Extremely versatile, Feliciano’s typefaces range from contemporary display and text fonts to classic interpretations of early Spanish types. His typefaces are used prominently in many Portuguese and international publications (BlackBook, D-Bug, Diário de Notícias, DanceClub, just to name a few) and have garnered him two TDC awards. Mário Feliciano recently designed a corporate font for Banco Espírito Santo and the fonts for the new Portuguese Electronic Passport. He is the Portuguese country delegate for ATypI, currently organizing the 50th ATYPI conference to be held in Lisbon, and agent for The Enschedé Font Foundry in Portugal and Spain…

Musa’s book with FTF fonts
The Portuguese design collective Musa has recently published its book From Portugal to everywhere using FTF fonts.



Specimens
Soon you will be able to download type specimen directly from our website. Stay tuned!

Specimen announcing the new FTF Flama Semi-Condensed designed in 2005.

[Ler mais...]
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24.9.09

Dino dos Santos _entrevista

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Based in Porto, Portugal, DSType is one of those one-person font foundries that have more or less grown up together with MyFonts. Designer Dino dos Santos began designing custom typefaces for magazines and corporations in 1994; he felt confident to start up his own collection of retail fonts after his first experiments with distributing through MyFonts had proved successful. Dino dos Santos is a hard working designer, and DSType is one of the fastest growing libraries around. It includes striking experiments, charming display type and, most notably, an amazing collection of well-wrought, extensive text families. Several of our readers have asked us to interview the man behind these faces, and we’re very happy to comply.

When did you start thinking about specializing in type design? Was there a specific occasion that sparked off your type designing activities?
I’m a self-taught type designer; my education is in graphic design. I began designing typefaces in the early ’90s because there weren’t many typefaces available to us in those days, just the Macintosh system fonts and dry transfer sheets from Letraset and Mecanorma. So I started designing fonts that matched the new typographic experience. To me, graphic design was never about taking a picture and then just choosing one of the available typefaces. I felt the need to design my own stuff – very strange stuff I must say – and to achieve that I learned Fontographer. Now I am a full-time type designer. I try hard not to do any graphic design at all. But I do pay attention to what is being done on the international design scene. I need to know if my typefaces are keeping up with the changing circumstances.

You studied at ESAD Art College in Matosinhos, near Porto, Portugal, where you have also taught for more than ten years. What kind of school is ESAD, and how would you describe its position in the Portuguese design landscape?
ESAD was founded in late ’80s, and since its inception played a major role in the development of Portuguese design. Part of ESAD’s philosophy was the idea that the school was to establish a close alliance with the industry. It was understood that the client is a very important partner – not a monster that will destroy creativity. ESAD also distinguished between art and design, while in most fine arts institutions the two used to be treated as a single subject. I have taught computer graphics, multimedia projects, and design theory, among other disciplines. In order to face the new challenges ESAD has incorporated a new discipline called typographic studies, which I now teach. Its aim is to provide the students with typographic knowledge, both theoretical and practical, understanding the relevance of type design and typography in the graphic environment.

There’s a small group of young, prolific type designers from Portugal who are internationally known – people like Mário Feliciano and yourself – but was there an “older generation” before you? When starting out, where did you look for your role models?
There is not much of a type design history in Portugal. People are now getting more interested and some new type designers have emerged, which is a good thing. When I first started, Emigre was one of my favorite models, and so were the typefaces they published. It seemed very natural that I should start doing something like that – vernacular stuff, blending typefaces from different periods, using them in my own graphic design work. I have since learned about type designers from “older” generations who designed non-digital typefaces, but in those days I wasn’t too interested. What I wanted was to do things like those that were shown in books like Typography Now. I just wanted to do cool and fashionable stuff, especially things that no one would be able to read (David Carson was an idol then). Now I’m very interested in what has been done in Portugal by older generations of type designers and calligraphers. I want to understand what happened, how things worked back then, and expose the world to some lesser-known work. [Ler mais] > MyFonts








This month’s interview was conducted and edited by Jan Middendorp and designed by Nick Sherman.

7.6.09

ALPHA-BEAST

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João Miranda
"Para quem gosta de letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras letras!" JM

3.6.09

Notas Sobre Projectos, Espaços, Vivências

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LIZÁ RAMALHO E ARTUR REBELO (R2)
2009-02-18

«...os espaços multiplicaram-se, fragmentaram-se e diversificaram-se. Existem de todos os tamanhos e de todas as espécies, para todos os usos e para todas as funções. Viver, é passar de um espaço para outro, tentando o mais possível não esbarrar.»
— Georges Perec, Espèces d’espaces.

Na sequência do trabalho que temos vindo a desenvolver para arquitectos e de projectos de comunicação visual relacionados com o espaço, seguem-se algumas reflexões.


Paisagem, encontro, referência

Já fora de Lisboa, num desvio no caminho, e sem procurarmos nada em concreto, demos com um descampado e duas barracas. Nesse vazio de vegetação, um pai tinha alinhado computadores obsoletos e televisores velhos. Estes formavam uma estação de trabalho com 5 postos, sem possível ligação à corrente eléctrica, para os seus filhos brincarem.

Erraticamente, noutro desvio, encontramos um «a» minúsculo à beira da estrada, na realidade uma peça industrial, ali abandonada. Um «a» verdadeiramente gigante para quem compõe diariamente «a»s, com cerca de 9 pontos para texto corrido. Também ele no meio do nada e à beira da estrada, inesperado naquele espaço, um volume contornável, escalável, imponente e bruto.

Noutras pesquisas tivemos igual sorte nos achados. Como o que aconteceu numa incursão à morgue de um conhecido hospital nacional. Percorrendo os seus corredores sombrios, entrámos numa das mais sinistras câmaras. Definindo a parede, um quadro de giz pregado para o registo da autópsia e, suspensos, um crucifixo e uma serra eléctrica.

É nestas paisagens, nem sempre descampadas, que encontramos perguntas e respostas para muitos dos projectos que desenvolvemos. São para nós deliciosos espaços, contentores ocupados que nos alimentam num diálogo entre vernacular, insólito, desordem e rigor, grelha, estrutura. Espaços e experiências que contaminam os nossos projectos e a nossa vida. Espaços habitados, interpretados, acasos, levaram-nos a encontrar preciosidades que coleccionamos quando a escala, o material e a propriedade o permitem.


Tipografia, matéria, textura

Os projectos constroem-se sobre diálogos permanentes que reenviam sistematicamente ao olhar crítico do outro. Com o conteúdo do projecto como ponto de partida, procuramos traduções com diferentes doses de interpretação, racionalidade e intuição. A envolvência impregna o nosso trabalho, opera associações e por vezes faz-nos integrar realidades e objectos, encontros na vida e no projecto, intencionais ou frutos do acaso. Coisas coleccionadas e analisadas, objectos descontextualizados, transformados, ajustados, desviados, alavancas de uma nova abordagem. Procuramos por vezes conferir materialidade à tipografia, a matéria dos espaços e dos objectos que nos rodeiam.

No cartaz desenhado para a peça de teatro Molly Bloom de James Joyce, utilizamos tipografia recolhida em diversos tecidos. Recorremos à textura e à forma das letras bordadas para conferir volume às palavras que jorram do interior de Molly. Esta materialidade foi também explorada na série de cartazes desenvolvidos para a divulgação da exposição Reunião de Obra (1), como derivação do conceito do projecto. Com enfoque na importância da passagem do projecto à execução, a tradução visual do evento no cartaz passou pela utilização dos materiais de construção e o desenho do projecto. Tratando-se de uma série, fez-se o levantamento sistemático de materiais representativos de cada Reunião de Obra (2), com os quais se procurou construir texto.

Na instalação que concebemos para a fachada da Ermida Nossa Senhora da Conceição (3), agora transformada numa pequena galeria, as letras ganham textura; aqui, a tipografia não sugere apenas volume – ela é de facto tridimensional. O conceito desta intervenção centrou-se na anterior função daquele espaço, que passou de local de culto a galeria. Cobrimos a parede da fachada com expressões características de uma oralidade tão religiosa quanto quotidiana, evocações nem sempre conscientes de uma divindade omnisciente e omnipresente. Através desta intervenção, tanto expressões como divindade regressam ao local onde antes convergiram, agora no seu imperecível muro. O acabamento do texto composto no tipo de letra Knockout (4) tem a mesma materialidade da fachada (pintada de branco para o efeito), dando a sensação que o texto, como que empurrado do interior do templo, surge da capela para a rua. [Ler mais...]


(...)

Lizá Ramalho e Artur Rebelo
Licenciados em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes Universidade Porto. Têm um Diploma de Estudos Avançados pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona. Em 1995 fundaram o atelier R2 Design, no Porto, onde têm desenvolvido projectos de design de comunicação visual. Membros da AGI—Alliance Graphique Internationale desde 2007.

fonte: artecapital

23.5.09

Bruno Santinho _Quillograma

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Bruno Santinho - Quillograma
Illustrator / Artsit

Born in '81 in sunny Lisbon, Portugal and raised in Masschusetts. Bruno was influenced by comic art from an early age and
drawing was a big part of his childhood. When he moved back to Lisbon he began taking art classes and was introduced the computer graphics and one thing led to another and he eventually earned a degree in Comunication Design. His doodley style came about somewhere along the way and rapidly became an addiction. He began exploring his doodles by turning them into stickers and putting them up across town but the hassle of cutting them mixed with a lack of patience made him put the stickies aside. He started working on bigger, more durable stuff like whaetpastes and murals. He now develops his personal aesthetic based on balanced color palletes and continuous lines that make up the composition and characters by interlacing themselves.
His work isn´t easily deciphered and regularly requires a closer look to actually perceive all that is going on. Bruno has explored his style in various fields, from pattern design to typography to abstract motifs.
He now lives in Lisbon with his girlfriend and lunatic Golden Retriever Indie.

He has exhibited his work in:
Carhartt Lisbon Shop Decoration. w/ Mosaik. Klit. Hesp. Amose. 2008
Lisbon Extreme Show w/ Clash Collective. 2008
Pop Portugal @ YRON Gallery. 2008
SuperBock StreetArt Outdoor Exhibition. 2008
Look de Book Edició 2 Launch Show. Barcelona. 2007
Lisboa Gráfica @ SBSR07 (InCubo Gallery). 2007
Identity Crisis. Solo Show @ InCubo Gallery. 2007
Redbull Street Gallery 07. 2007
Essence Of Rabbit by Pictoplasma. 2006
Among others...
Thank you for you time.
If you have any questions don't hesitate and use the links below


Brunosantinho@gmail.com | Flickr | Myspace | Behance


All Artwork by Bruno Santinho ©. 2009
Hosting by Media Temple
Website designed using BigBoned Typeface byNetwork Osaka

19.4.09

Handwritten_Typographers

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Dino dos Santos' handwriting

27.3.09

Hugo d'Alte

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No próximo dia 27 de Março, pelas 15 horas, a ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos convida Hugo d’Alte para falar sobre Arqueologia Tipográfica. Hugo d'Alte estudou Design de Comunicação na ESAD e adquiriu experiência profissional em Portugal, Holanda, Espanha e Finlândia, aprofundando as questões da recuperação de exemplares tipográficos na era digital. Esta conferência decorre no âmbito da Pós-Graduação em Tipografia Digital.


Hugo d'Alte estudou Design de Comunicação na ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, tendo depois prosseguido os estudos na Academia Real de Belas Artes de Haia, na Holanda, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Adquiriu experiência profissional como designer gráfico e tipográfico em Portugal, Holanda, Espanha e Finlândia. Foi distinguido com prémios internacionais e tem trabalho publicado em vários países.
Hugo d’Alte vem à ESAD falar de Arqueologia Tipográfica. Vai abordar os métodos e interpretações possíveis relativamente à recuperação de exemplares tipográficos na era digital. O exemplo prático da "Rolland", inspirado pelos tipos de impressão utilizados por Francisto Rolland, impressor e livreiro em Lisboa no século XVIII, será um dos casos apresentados. Serão ainda referidos os modelos históricos, a investigação e o desenvolvimento de projectos.

XBOLD.COM

21.3.09

YUP/Paulo.Arraiano

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YUP/Paulo.Arraiano, expresses himself through a body of work from where the forms emerge from an ambivalence between urban culture and nature, merging both these realities that surround him and bring forth a world between worlds where he continually searches for his space, his language; energy that flows and is turned into drawing, into shapes, colour and movement… placed in†all mediums possible, from digital to walls. clothing,†street, toys, skateboards, music,, galleries...everywhere...






[Ler mais...] > © YUP . PAULOARRAIANO.COM

16.3.09

7.3.09

typographia . sandro lopes designer

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Sandro Lopes

Inconformado, crítico, pensador, curioso. Licenciou-se em design na universidade de Aveiro em Portugal. Sofre de reflexão e tipofilia. Adora design editorial, tipografia e bom design gráfico; uma boa conversa, dry martini, chill-out e trip-hop. Fétiche? Toque do papel, cheiro da tinta, coleccionar tipos de chumbo.

O PORQUÊ DE UM BLOG
Porque o design não é apenas tratar imagens e fazer bonecos. Porque Helvetica não é Arial. Porque o exercício de escrever amadurece o pensamento.

[Ler mais...] > typographia . sandro lopes designer

[Ler mais...] > ensaios tipográficos


13.2.09

The work of Pedro Vilas-Boas

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Pedro Vilas-Boas
Fui concebido na primeira metade dos anos 80 pelo António e pela Carmelinda.
Cresci numa pequena quinta no Alentejo. [Ler mais...] > vilaz.tv 

Sd site, first concept boards. Online Soon.





6.2.09

adhesiontext _Miguel Sousa

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Miguel Sousa 
is a Portuguese graphic designer with a big interest in Typography and Typeface Design. He is a recent graduate of the Master of Arts in Typeface Design programme at the University of Reading, which he obtained with Distinction. His practical project involved the development of a text typeface named Calouste with extensive support for the Latin and Armenian scripts.

After completing his five-years degree in Technology and Graphic Arts from the Instituto Politécnico de Tomar in 2002, he worked for the children's books publisher O Bichinho de Conto for one year, as a graphic designer, typographic designer, book designer, web designer and web developer.

Before going to Reading he also worked in MBV Design as a graphic designer, web designer and web programmer.

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29.1.09

“La rebelión de los signos - El alma de la letra”

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Daniel Raposo Martins (1977) é designer de comunicação e docente, desenvolve actividade profissional, em particular, na área da Identidade Corporativa.

Dedica-se ao estudo do design desde 1993. Após um curso técnico de design, licenciou-se em Design de Comunicação pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Portalegre; é mestre em Design, Materiais e Gestão de Produto pela Universidade de Aveiro, onde defendeu a dissertação "Gestão de Identidade Corporativa: do signo ao código"; doutorando em Design na Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa onde estuda “A letra como signo de Identidade visual corporativa”.

Reside na cidade de Castelo Branco onde é docente e coordenador do curso de Design de Comunicação e Produção Audiovisual (http://reflexos.esart.ipcb.pt) na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco em Portugal (www.esart.ipcb.pt). 

Foi responsável pelo projecto “Ritmos de Weimar”, desenvolvido entre a ESART e a Bauhaus-Universität Weimar (http://bauhaus.esart.ipcb.pt).

Membro fundador e secretário de direcção da Associação Nacional de Designers – Portugal (www.and.org.pt), representa Portugal na Red DirCom Iberoamericana (http://www.reddircom.org) e no DIB – Diseño Iberoamericano (http://disenoiberoamericano.com). É responsável pela “Convergências – Revista de investigação e ensino das artes” (http://convergencias.esart.ipcb.pt), autor de diversos artigos, co-autor do livro “Ver, ouvir e sentir letras” (ISBN: 978-84-691-2846-6), co-autor com Joan Costa do livro “La rebelión de los signos - El alma de la letra” (ISBN 978-987-601-060-3), autor do livro “Design de Identidade e Imagem Corporativa. Branding, história da marca, gestão de marca, identidade visual corporativa” (ISBN: 978-989-8196-07-1).

[Ler mais...] > [dissertação de mestrado]

A Letra: Comunicação e Expressão

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[Livro pdf]

Título A Letra: Comunicação e Expressão
Autor Jorge Bacelar
Colecção Estudos em Comunicação
Ano de edição 1998
ISBN 972-9209-66-9

"No início era o pictograma. Poderia iniciar-se desta forma uma História da Comunicação Não Verbal. Desde que o Homem descobre a possibilidade de estabelecer registos que o transcendam no tempo, (...) sobre os mais diversos suportes, com as mais diversas formas e instrumentos, evoluindo no conteúdo, abstractizando-se. Distanciando-se cada vez mais da forma primordial. Mas há um e outro refluxo. E se o pictograma é reapropriado uma e outra vez pelas artes plásticas, o fonograma, descendente distante, adquire uma dimensão estética impensada pelos seus inventores. A letra deixa de ser unidimensional, de poder expressar apenas um som, de estar submetida a um conjunto rígido de regras. Pode tornar-se veículo de significados múltiplos, universalmente reconhecidos, ou código secreto, cuja chave é exclusiva do seu autor. É neste intervalo, limitado a um tempo de algumas décadas, que se fará este levantamento sobre a evolução formal dos signos tipográficos."

Índice

Nota prévia
5
Introdução
7
A Racionalização do Alfabeto
11
Caligrafia
12
As formas da Tipografia
21
Os primeiros tempos da Tipografia
26
De Plantin a Bodoni
30
Raízes da Tipografia contemporânea
41
Ligações com a vanguarda artística
42
De Constable a Kandinsky
43
Impressionismo
44
Post-impressionismo e expressionismo
45
Fauvismo
48
Art-Nouveau
49
Cubismo
51
Futurismo
52
Da Evolução à Revolução
57
A Irracionalidade (Dada)
58
Surrealismo
60
Arte não-figurativa
63
Descobrir a ordem no caos
66
A vanguarda Russa
68
Arte pela Arte / Arte pela Sociedade
69
El Lissitszky e Alexandr Rodchenko
70
Theo van Doesburg
73
Piet Zwart
74
O Ponto fulcral - Bauhaus
79
Origem
80
A Ideia
81
Tipografia na Bauhaus
82
Johannes Itten
83
Laszló Moholy-Nagy
84
Herbert Bayer
89
Joost Schmidt
90
El Lissitszky e van Doesburg
91
O Fim e o (re)Começo
92
A Nova Tipografia
97
Meios Electrónicos e Formas Tipográficas
107
Conclusão
113
Bibliografia
117
Glossário
119
Índice onomástico
122

[Livro pdf]

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bocc
Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação

Apontamentos sobre a história e desenvolvimento da impressão
[ PDF 29 KB ] - Jorge Bacelar, 1999

Designarcisismo
[ PDF 21 KB ] - Jorge Bacelar, 1999

Elegia ao papel
[ PDF 13 KB ] - Jorge Bacelar, 1999

Linguagem da visão
[ PDF 85 KB ] - Jorge Bacelar, 1998

Notas sobre a mais velha arte do mundo
[ PDF 35 KB ] - Jorge Bacelar, 2002

O círculo (quase) fechado
[ PDF 14 KB ] - Jorge Bacelar, 1999



fonte:
www.bocc.ubi.pt
http://www.livroslabcom.ubi.pt/coleccoes.html

[Ler mais...] > glossário tipográfico

17.1.09

ATypI 2006 in Lisbon: Pictures by Luc Devroye

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Pictures with a few bare comments. These were all made between September 26 and October 1, 2006.

fonte:
Luc Devroye
School of Computer Science
McGill University
Montreal, Canada H3A 2K6
luc@cs.mcgill.ca
http://cg.scs.carleton.ca/~luc


Mário Feliciano _entrevista

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PROTAGONISTA

“O mercado das letras é muito particular”
6 de Outubro de 2006, por SARA MARTINHO

Mário Feliciano, que criou as letras do BES, DN e Expresso, é o tipógrafo mais reconhecido em Portugal e no estrangeiro

Mário Feliciano, 37 anos, além de tipógrafo, é também o delegado local da Atypi, organização internacional dedicada á tipografia e design de tipos de letra, que realizou entre esta sexta e domingo a 50ª Conferência em Lisboa. O tipógrafo conta com letras produzidas para projectos como o Diário de Notícias, Expresso, BES, O Jogo, Passaporte Electrónico Português ou Expo 98.

Meios & Publicidade (M&P): Qual o balanço que faz destes três dias de conferência?

Mário Feliciano (MF): Acho que correu bem. É difícil para mim que estou dentro fazer o balanço da conferência. É um sempre um balanço muito pessoal, mas nesse sentido é um balanço muito positivo e de missão cumprida. Não diria que correu acima das minhas expectativas porque correu dentro daquilo que imaginava porque fui eu que pensei em muitas coisas e acompanhei o processo todo.

M&P: E comparando com as outras conferências?

MF: Em comparação com as outras há um aspecto que destaco que é a integração do local da conferência na cidade. É uma coisa difícil de conseguir e aqui isso era uma mais-valia porque as pessoas ao saírem da Faculdade de Belas Artes estavam no coração de Lisboa. Isso enriquece bastante a conferência porque as conferências passam muito também pela forma como as pessoas que vêm interagem com a cidade. Depois a própria hospitalidade dos portugueses, a comida e todos esses factores são coisas que me ajudam mas já sabia que era assim, por isso é que aceitei fazer isto, de outra maneira não aceitava. Por outro lado, uma outra coisa que destaco, e isso não tinha a consciência que iria ser assim, foi a interacção da conferência com a escola. Acho que isso foi uma coisa muito positiva tanto para os alunos como para a Atypi. Já houve conferências noutras escolas, mas por alguma razão nunca houve uma interacção tão grande. Os estudantes tiveram um empenho incrível e um papel fundamental e fulcral para que isso acontecesse.

M&P: A conferência foi muito intensa, mesmo depois de terem reduzido de três para duas apresentações em simultâneo…

MF: Era muito intensivo e mesmo assim é puxado. É muita informação, e particularmente ali, porque era um espaço pequeno, ou pelo menos aconchegado, a própria intensidade do lado social era grande e isso também cansa.

M&P: A conferência tinha como tema Typographical Journeys. Foi uma viagem pela tipografia?

MF: O tema da conferência era Typographical Journeys, que traduzido para português seria viagens tipográficas. Embora não goste muito da tradução, fui eu que sugeri o tema, mas quando o digo em inglês ele corresponde a uma coisa, quando o traduzo para português perde o sentido. O Typographical Journeys não é no sentido de viagens, no sentido de divagar, mas é no sentido de migrações. Se tivesse de traduzir para português eram mais migrações tipográficas do que viagens, tem a ver com as mudanças das tendências de um lado para o outro em termos de tipografia e da história da tipografia.

M&P: Que temas foram abordados dentro da tipografia?

MF: Foram abordadas quatro áreas dentro desse tema mais genérico. O desenho de jornais, uma coisa a que não só tenho estado particularmente ligado, como é uma coisa que tem vindo a ganhar bastante relevância no panorama do design como área específica, graças á própria crise dos meios. Depois havia também uma série de conferências dedicadas á educação, ao aspecto do ensino da tipografia, uma outra que tinha a ver com a tipografia relacionada com os meios de transporte, metros, aeroportos e sistemas de informação inerentes a esses espaços e ainda uma outra sobre o negócio, o type business.

M&P: Na sua opinião qual o tema que mais motivou os participantes?

MF: De todos os temas aquele que talvez suscite mais atenção, até porque é o mais misterioso, embora as pessoas não tenham muita noção disso, é o dos jornais. Os jornais são, de facto, uma categoria á parte dentro do design gráfico e acho que nesse sentido não há muita informação sobre o que é. É muito recente, mas o design de jornais tem-se tornado uma coisa cuidada e elaborada. Os jornais arranjaram maneira de se renovarem e de poderem atingir mais pessoas.

M&P: Em relação aos participantes e aos oradores, que feedback teve da conferência?

MF: De uma forma geral as pessoas gostaram e muitos ficaram surpreendidos pela positiva. Lisboa é uma cidade muito agradável de visitar, muito tridimensional, as pessoas estão sempre a ver qualquer coisa de cima ou de baixo. A maioria das cidades europeias, não todas, são planas e as pessoas têm uma visão muito plana das coisas e penso que essa constante mudança de perspectiva é uma coisa que acaba por alimentar muito as pessoas sem que elas se dêem conta. A comida, as pessoas, os locais, as lojas, o misto de antigo e moderno, são coisas que as pessoas gostaram muito. Isso atenua um bocado a falta de condições sofisticadas já que a faculdade não é um edifício sofisticado.

M&P: Na conferência de imprensa de apresentação dos encontros, alguns dos oradores revelaram que já tinham tirado muitas fotos a várias “letras” da cidade. Lisboa pode servir de inspiração?

MF: Não diria tanto de inspiração, mas mais como estímulo no sentido mais vasto porque de facto é uma cidade muito estimulante em termos de letras porque ainda tem muita coisa conservada que noutros sítios não é possível encontrar. E coisas que nós nem nos apercebemos e não nos damos conta dessa riqueza. Como a maioria das pessoas estavam hospedadas na zona da Baixa e da Avenida da Liberdade, o próprio percurso a pé era feito naquela zona. Isso foi tudo pensado porque sabia que era positivo. Por exemplo, fazer uma conferência destas na Gulbenkian, o espaço seria muito agradável mas a vivência da cidade era muito empobrecida.

M&P: A tipografia não é uma área de que se fale muito. Como é que está este mercado em Portugal?

MF: Nunca houve propriamente uma tradição de tipografia em Portugal porque, embora hoje em dia se fale de design tipográfico, a tipografia quando teve início não se podia considerar design. Era mais uma forma de artesanato. Foi, de facto, uma das grandes invenções que permitiu ás pessoas reterem informação verbal escrita, mas nos últimos vinte anos houve uma grande mudança em termos dos meios necessários para a produção de tipos de letra. Isso permitiu que, com um computador, se produzissem tipos de letra com qualidade. Em relação ao mercado propriamente dito, já sei há algum tempo que as letras são uma coisa importante e não me estranha que as pessoas tenham agora percebido isso. Mais tarde ou mais cedo isso iria acontecer, e quando isso acontece as pessoas passam a valorizar um produto que antes não valorizavam e percebem que é uma mais-valia e que transcende o âmbito do design gráfico da forma como o tendemos a olhar. É uma coisa muito mais transversal e que premeia outras áreas. Nesse sentido há um mercado, isto corresponde de facto a um mercado, mas o mercado das letras é uma coisa muito particular, é difícil. Se eu disser que não ganho dinheiro estou a mentir, mas o meu trabalho é de muita qualidade, é um trabalho que a nível mundial é bastante reconhecido. Para mim há mercado, agora para os meus colegas não sei se há.

M&P: Mas há muita gente a trabalhar nesta área em Portugal?

MF: Há algumas pessoas, são para aí dez.

M&P: São as suficientes, são demais?

MF: Não são poucas nem demais. É aquilo que temos. Na Holanda, por exemplo, há muitos, há centenas eu diria, e é um país pequeno, na Suíça também. Se calhar não há mercado para cinco Mários Felicianos, no sentido em que não há de certeza absoluta dez projectos da dimensão do Expresso ou do BES por ano cá em Portugal. Neste congresso diria que estavam 80% dos profissionais desta área do mundo. É uma coisa onde as pessoas se conhecem todas. Não é uma coisa onde aparecem pessoas do dia para a noite ou do nada.

M&P: E estavam na conferência mais tipógrafos portugueses?

MF: Estavam outros colegas que desenham e alguns já são profissionais. Não são é profissionais a tempo inteiro. É esta a diferença. Demorei 10 a 12 anos até correr o risco de dar o passo de fazer só isto porque não é fácil, é preciso algum risco.

M&P: E como é ser o primeiro tipógrafo em Portugal?

MF: Já é muito natural, já participo nestas conferências há dez anos, integrei-me na profissão a nível internacional desde o início. Por um lado foi mais complicado ao início mas, por outro lado, é uma coisa que ninguém me tira, ser o primeiro. Mas, independente de ser o primeiro, houve um grande investimento da minha parte e um grande risco que as outras pessoas não correram. Gastei muito dinheiro a ir a conferências lá fora, em livros, e passei muitos fins-de-semana a trabalhar.

M&P: Isso porque não havia nada nem ninguém em Portugal?

MF: Não tinha outra hipótese, tinha que ir lá para fora aprender com os profissionais. E muito cedo conheci as pessoas de topo nesta área. Era uma pessoa um bocado acanhada com o meu trabalho, mas já mudei um pouco isso, deixei que isso interferisse na promoção do meu trabalho. Tenho consciência de que o trabalho que faço é de qualidade e promovo-o. E o reconhecimento a nível internacional dá uma grande trabalheira mas é um reconhecimento na comunidade da profissão que é muito importante, tenho consciência disso.

M&P: Recentemente trabalhou para projectos como o Expresso e o Diário de Notícias….

MF: Em Portugal trabalhei com o Diário de Notícias, Expresso, Banco Espírito Santo, O Jogo, o Passaporte Electrónico Português, a Expo, o Metro, embora o tipo de letra tenha sido encomendado por Inglaterra. A última campanha da PT com os Gato Fedorento tem letras minhas. Portanto, é difícil movimentar-me na cidade sem me confrontar com o meu trabalho.

fonte: meiosepublicidade.pt

Henrique Cayatte _entrevista

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Que designers queremos ser?
2007-04-18

Henrique Cayatte é um dos mais conhecidos e premiados designers portugueses, tendo ganho, no ano passado o Prémio Carreira, atribuído pelo Centro Português de Design. Sendo um dos mais criativos na sua área, Henrique Cayatte foi também responsável pelo primeiro projecto gráfico do diário Público. Um projecto arrojado e que mudou completamente a maneira de apresentar um diário aos seus leitores. Mas o seu percurso é bem mais vasto, como demonstra os cargos que tem desempenhado, casos de comissário e autor do design global para a exposição Uberdade e Cidadania - 100 Anos Portugueses, coordenador do curso de pós-graduaçâo em Design urbano da Faculdade de Belas Artes da universidade de Lisboa e do Centro Português dê Design. e designer da revista EGOÍSTA.

Em entrevista ao Ensino Magazine, aquele responsável que estará presente no 3º Fórum da Imagem da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, fala da sua experiência, da evolução do design em Portugal e da relação com os responsáveis editoriais da imprensa escrita.
Desde há muitos anos que a noção de design gráfico foi substituída pela de design de comunicação, concorda com a ideia?

Concordo. O design de comunicação passou a integrar o gráfico. A evolução da profissão, das mentalidades e da tecnologia originou esta mutação. O design de comunicação inclui todas as variáveis do design gráfico embora a inversa não seja verdadeira.

O design de comunicação, hoje, recorre imagens fixas e animadas, de duas e três dimensões, som, texto e lettering, montagem sequencial de imagens, composição, cor e forma. Como vemos, um âmbito bastante mais lato que a área de operação do design exclusivamente gráfico.
Em relação aos projectos mais marcantes da sua carreira, o diário Público é um dos que mais vezes é dado como exemplo. Esse foi de facto o seu primeiro grande projecto?

Não. Antes tinha sido responsável, entre 1985 e 88, pelo design da Editorial Caminho onde, fruto das circunstâncias, tive a oportunidade de procurar uma coerência de discurso gráfico entre as diversas colecções que a editora tinha na época. Foi um trabalho muito diversificado, com uma equipa reduzida, que me proporcionou uma relação muito estimulante, com muitas das pessoas que lá trabalhavam e ainda com os autores da casa. Foi ainda muito importante para mim na possibilidade de ilustrar para crianças. Fui colaborador permanente do Expresso e colaborei com outras editoras. O Público terá dado, porventura, mais visibilidade ao meu trabalho e de quem comigo trabalha.

Que aspectos teve em conta para apresentar um design moderno, mas que não chocasse os leitores?

O Público foi um desafio total. Pela complexidade do projecto, pela inovação tecnológica pela dimensão e pela responsabilidade. A grande diferença relativamente a outros projectos, terá sido, independentemente do desenho final, eu ter sido um dos quatro fundadores do jornal e ter, desde o princípio, debatido os seus conteúdos com os jornalistas. Se tivesse sido convidado à posteriori não teria compreendido em toda a sua escala o projecto editorial e jornalístico. O desenho, a inforgrafia e a ilustração na sua relação com a fotografia e o texto foi o resultado de um fantástico trabalho de uma equipa muito motivada. Tudo isto assentes em novas plataformas tecnológicas, não só em Portugal, como no estrangeiro.

As novas tecnologias, de que forma é que revolucionaram o design?

Revolucionam, propõem novos caminhos, criam novas angústias, auxiliam, mas em nenhum caso devem colonizar. Ver o computador num trabalho, na minha opinião, não é interessante. Ter um trabalho que foi mais longe pela presença das novas tecnologias é desafiante. Infelizmente os equívocos são enormes e muitos designers pensam que a falta de ideias ou de talento pode ser substuída pelos softwares. É um preço demasiado caro que, infelizmente, muitos profissionais já pagaram porque não perceberam que cederam ao estéreotipo, ao mainstream acrítico e ao gosto dominante, o que lhes retira personalidade transformando-os em peças de uma engrenagem que deixaram de perceber.

Como é que é feita a relação entre o designer e as restantes editorias dos jornais e até mesmo com os jornalistas?

Com trabalho e reflexão comum. Respeito pelas especificidades próprias de cada uma das áreas e o entendimento que estão todos a trabalhar para o mesmo objectivo que ficará mais rico para quem o produz como para quem o lê se o resultado final recolher o melhor de cada um.

Como deve evoluir um designer no mundo actual, tendo em conta a própria evolução tecnológica?

Numa perspectiva humanista que retenha que somos a medida das coisas e não a máquina. Compreendendo e estudando a evolução das sociedades e das mentalidades, os percursos da comunicação e a importância crescente que os designers têm na construção das mensagens num mundo em que a imagem parece querer sobrepor-se à informação alfanumérica. Interagindo e propondo, que é sempre mais democrático do que impondo.

Os estilos criados pelos designers são também uma questão de moda?

Muitas vezes são. A moda aposta no efémero. Sempre. Com tendência a retomar propostas que já fizeram moda antes só que agora transformadas. Os ciclos de consumo são cada vez mais curtos e a isso obrigam. O designer que quiser trabalhar exclusivamente nessa perspectiva arrisca muito. Muitas vezes demasiado porque corre o sério risco de ficar “colado” a uma dada imagem da qual não conseguirá sair e ter plasticidade para afirmar um discurso que o distinga do colega do lado. Mesmo numa grande empresa, em que existe uma tendência para a expressão individual se esbater, o contributo individual numa proposta de equipa é indispensável.

Hoje as empresas dão mais valor ao trabalho desenvolvido pelos designers, ou ainda consideram que essa é uma vertente menos importante?

Felizmente o quadro está a mudar. Só que lentamente. Demasiado lentamente. Empresários e opinião pública não têm uma preparação específica para compreender e exigir design de qualidade, indispensável num processo de inovação. Não há inovação sem design e não há design sem inovação. Os designers , porque portadores dessa formação, não têm sabido criar pontes que levem a um melhor entendimento da sua profissão.

Que desenvolvimento teve o sector do design em Portugal? têm aparecido novos criadores com valor?

Houve um grande boom. De repente surgem escolas como cogumelos, e demasiados designers para um mercado. O problema é que o tecido empresarial português não tem capacidade de os absorver. Os jovens têm produzido um trabalho de uma qualidade crescente que se afirma em Portugal e lá fora. Quando faz bem, o designer português consegue performances de qualidade equivalente ao que de melhor se projecta no estrangeiro. É importante que a indústria acompanhe, compreenda e invista.

Entrevista retirada da Ensino Magazine Online
fonte: UBI :: Design Multimédia

15.1.09

Andrew Howard _exposição

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Andrew Howard (curator/designer of the Idioms series)

ALPHABET / ALFABETO
From a very early age we are introduced to a specific Visual code, a set of signs that is fundamental to our way of life and our ability to communicate with each other.

We quickly learn to recognise the individual signs within this code – a series of abstract shapes we call letters, the building blocks of written language, that once learned, are never forgotten. Like so many things that are essential elements within our daily life, we do not often stop to consider the remarkable nature of these graphic marks and the way they function. We do not notice that they are, in effect, a sort of symbolic translation, a language of communication between receptive senses – the auditory and the visual. The existence of letters, and the written language that succeeds them, is testimony to the unique human capacity to devise codified systems that convert signals detectable through one sense into signs detectable through another. Turning sounds into visual signs. It is in this sense that letters are abstract as their visual form bears no relation to the sounds they represent – the sound of an ‘A’ has no visual form other than the constructed one we have chosen to give it.

Although we first learn these signs as individual line combinations, we also learn to recognise them as shapes, which is why we are able to look at a twisted piece of wood or a common household object and see an ‘S’ or a ‘B’. In a formal visual sense, letters are remarkably simple but like any commonly shared system of signs, there has to be a set of agreed rules governing their structure. Without these rules of course, shared recognition and understanding would be impossible and the code would not function. [Ler mais...]

Andrew Howard _entrevista

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Andrew Howard
é designer gráfico, curador e crítico de design. Vive e trabalha em Portugal desde 1989, onde tem desenvolvido uma colaboração intensa com diversas instituições culturais, entre as quais a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação de Serralves e o Centro Português de Fotografia, e mantido uma colaboração permanente com a ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos. O pretexto para esta entrevista é a aproximação do fim da última temporada dos Personal Views um ciclo de conferências sobre design gráfico iniciado em 2003 e que trouxe a Portugal alguns dos mais importantes designers da actualidade. Ao longo da entrevista, Andrew Howard expõe os seus pontos de vista sobre a teoria, a prática e o ensino do design.

Por José Manuel Bártolo


P: É designer gráfico, crítico, curador e professor de design. A ordem é esta?

R: Eu preferiria evitar identificá-las como se escrevesse uma lista que automaticamente envolve colocá-las por uma determinada ordem. Gosto de considerar todas essas facetas, movendo-me constantemente entre elas. Também não usaria o termo “crítico”, prefiro usar a palavra “escritor” mesmo que não escreva tanto quanto gostaria.


P: O que caracteriza a sua “visão pessoal” enquanto designer?

R: Começaria por expressar a minha convicção de que o design gráfico é um processo que se inicia essencialmente a partir da organização das ideias e que culmina no modo como a narrativa visual, que parte dessa organização, é absorvida na nossa cultura visual. O Design não começa quando se recebe o brief porque, enquanto designer, não se inventam os valores, significados, códigos, referências e formas que são as nossas ferramentas de trabalho. Tudo isso chega até nós já construído e a nós cabe-nos reconstruir e transmiti-lo de novo, por vezes com uma nova dimensão e inovação, outras vezes nem tanto. E também este processo não termina quando o trabalho é entregue ao cliente na medida em que esse trabalho cria uma ressonância que radia para além deste contexto estrito, seja reforçando expectativas, normas e formas de diálogo seja iniciando novas formas. Isto é uma descrição do design enquanto projecto colectivo social, no entanto esta dimensão pode ser ou não reconhecida pelos seus intervenientes. É uma descrição que pretende combater noções de génio individual ao mesmo tempo que reforça a ideia do design como uma prática social. Mas o design é fundamentalmente um processo de dar forma e, como Marshall McLuhan escreveu, as sociedades sempre foram moldadas mais pela natureza dos media através dos quais o homem comunica do que pelo conteúdo da comunicação.

As relações sociais envolvidas na prática do design gráfico são geralmente expressas em termos de troca comercial entre um prestador de serviços e um cliente. É uma relação social de encomenda e serviço, de incumbência e execução. O Jan van Toorn sugere que a profissão construiu uma acomodação ideológica que a impede de desenvolver uma perspectiva social e política mais intensa. Não questionar as responsabilidades sociais, sublinha Jan van Toorn, implica uma rendição perante esse sector da sociedade na medida em que ele se apossa de todos os meios de sobrevivência, manobrando o design na direcção de uma estética empresarial. Olhando o design gráfico como um processo – uma forma de organização intelectual expressa através de formas visuais e não uma forma particular de comércio – conseguimos envolver inúmeras formas de comunicação gráfica orientadas para as relações e aspirações sociais que são a sua razão de ser. [Ler mais...]


Links

www.studioandrewhoward.com

www.esad.pt/personalviews

http://www.studioandrewhoward.com/idioms/publications.php?cat=3


fonte: artecapital.net